Ao se obter o software servidor, tem-se duas opções: conseguir os fontes e compilá-los por si próprio, ou obter os binários pré-compilados. Os binários pré-compilados para a versão Linux (ELF) estão disponíveis no site da NCSA, porém as versões mais antigas não poderão ser ali encontradas.
O servidor NCSA o orientará através das opções de configuração e preparará os vários arquivos necessários. Porém antes de tentar baixar o servidor HTTP esteja preparado para responder as seguintes perguntas:
Primeiro deve-se escolher pela recepção dos fontes ou de uma versão pré-compilada do software. Caso o sistema utilizado não aparecer no menu, então terão que ser obtido os fontes padrão e compilá-los por si só.
Para verificar a versão de seu Linux, deve-se digitar na linha de comando da máquina Linux e digitar:
linux:~$ uname -a
o qual produzirá uma linha similar a:
linux:~$ uname -a
Linux linux 2.0.36 #4 Tue Fev 13 04:05:51 CDT 1998 i586
linux:~$
Neste caso a versão do Linux é 2.0.36.
Os parâmetros remanescentes podem ser configurados mais tarde pela modificação do arquivo srm.conf residente no diretório /usr/local/etc/httpd/conf. Os nomes das diretivas atuais que aparecem no arquivo httpd.conf são mostrados entre parênteses. A única exceção é a diretiva DocumentRoot que aparece no arquivo srm.conf.
Especifica como a máquina executará o servidor HTTPd. O método preferido é o "standalone" (independente). Isto faz com que o servidor HTTP seja executado permanentemente. Caso se escolha carregar o HTTPd sob "inetd", o executável será recarregado em memória para todas as requisições realizadas, o que pode diminuir a velocidade do servidor.
Especifica a qual porta da máquina o servidor HTTPd irá conectar-se e aguardar pelos pedidos HTTP. Caso se possa registrar-se como "root", use a porta padrão local igual a 80. Caso contrário escolha uma entre 1025 e 65535.
Esta é a identidade do usuário que o servidor utilizará ao responder os pedidos e trabalhar com arquivos. Esta pergunta precisa ser respondida somente se estiver executando o servidor no modo "standalone". Caso não se tenha permissões de superusuário, deve-se usar o nome do próprio usuário para registro. Caso se seja o administrador do sistema, pode-se querer criar um usuário especial para poder controlar as permissões de arquivo.
Esta é a identidade do grupo que o servidor usará ao responder os pedidos e atuar sobre os arquivos. É similar à identidade do usuário do servidor e é aplicável somente no modo de execução standalone.
Caso não se tenha permissões de superusuário, deve-se usar somente o nome do grupo primário do usuário. Pode-se descobrir o grupo digitando-se groups na linha de comandos Linux.
Este é o endereço e-mail para o qual os usuários devem enviar mensagens para relatar problemas com o servidor. Pode-se usar o endereço e-mail do administrador do sistema.
É onde o servidor reside no sistema local. Caso se tenha permissões de superusuário deixe-o no local recomendado: /usr/local/etc/httpd. Caso não se possa registrar-se como superusuário, deve-se escolher um subdiretório na rota pessoal. Pode-se descobrir a rota pessoal através do comando pwd.
É a localização dos arquivos HTML a serem disponibilizados. A localização padrão é /usr/local/etc/httpd/htdocs. Pode-se porém alterá-la para o diretório pessoal do usuário especial que se definiu na identidade do usuário do Servidor, ou um sub diretório em seu diretório pessoal caso seja possível registrar-se como superusuário.
No caso de dúvida, deve-se usar as localizações padrão.
Agora que temos as respostas às perguntas acima pode-se transferir o NCSA HTTPd a partir de
http://hoohoo.ncsa.uiuc.edu/docs/setup/OneStep.html. Deve-se ler a documentação HTTPd em
http://hoohoo.ncsa.uiuc.edu/docs/ antes de iniciar a instalação. Caso se planeje compilar o código fonte, então será necessário modificar os makefiles em cada um dos três diretórios support, src, cgi-src. Caso a versão em uso do Linux já seja suportada então deve-se apenas digitar make linux no diretório de maior nível (ou seja /usr/local/etc/httpd).
A compilação é muito simples. Basta digitar make linux na linha de comandos do diretório do servidor superusuário.
Nota: Os usuários do Linux pré-ELF não podem comentar a linha #define NO_PASS no arquivo portability.h e configurar DBM_LIBS= -ldbm em Makefile antes de compilar o servidor HTTPd.